Mitos sobre a educação a distância

Qui, 17 de Maio de 2012 14:25
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Professor derruba os 10 maiores mitos sobre a EAD

Após uma fase de modismos, o e-learning se consolida como alavanca para o desenvolvimento do capital humano. Porém, ainda restam muitos mitos que rondam o sistema de ensino e treinamento a distância. Todos, na verdade, fruto da falta de informação. Dentre esses preconceitos que ainda pesam sobre a EAD, estão a dificuldade de estimular a participação do aluno, bem como a falta de procedimentos para avaliá-lo.

Os 10 maiores mito sobre a EAD estão aqui listados, e são comentados e esclarecidos pelo diretor de Tecnologia da Digital SK, Romain Mallard.

Mito 1: Para aprender é preciso assistir às explicações do professor. Por isso o ensino baseado na web não é eficaz.

Conhecimento não se transfere, mas se constrói; o futuro do aluno depende menos de quem sabe sobre um determinado assunto e mais de como e o que esse aluno vai fazer para aprender. E o e-learning considera a individualidade do desenvolvimento intelectual, procurando um equilíbrio entre ensinar e respeitar o ritmo de cada um. Além disso, traz para o aluno uma responsabilidade sobre seu desenvolvimento, colocando-o como principal ator do seu aprendizado.

Mito 2: É impossível prender a atenção do aluno em um ambiente virtual de aprendizagem.

Por meio da escolha de sistemas apropriados e da aplicação de uma didática adequada, é possível criar um ambiente totalmente interativo, no qual o aluno é incentivado a avançar a cada etapa. Plataformas virtuais de ensino devem ser capazes de integrar o imenso leque de ferramentas interativas disponíveis hoje em dia, que possam contribuir para despertar e manter a atenção do aluno.

Mito 3: Conteúdos auto-instrutivos contribuem muito pouco para a aprendizagem.

Pelo contrário, ao dar autonomia e recursos ao aluno, o mesmo assume uma postura completamente diferente em relação aos objetivos de aprendizagem. Vale ressaltar que, com a diversidade de opções disponíveis hoje para se criar tutoriais (vídeos, wikis, podcasts), seu uso fica ainda mais efetivo.

Mito 4: A internet é uma ferramenta inacessível à maioria da população.

A internet ainda é uma ferramenta de acesso restrito à grande parcela da população brasileira, assim como o próprio sistema de ensino. Porém, isso não impede a difusão do e-learning. De acordo com os dados da última pesquisa realizada pelo Ibope, hoje já são mais de 67 milhões de brasileiros com acesso à internet, a partir de ambientes diversos como residência, trabalho, escolas e lan houses.

Mito 5: Não há como medir os resultados, nem monitorar o treinamento.

Exatamente o oposto. O uso do e-learning facilita o acompanhamento e a medição dos resultados, de forma mais refinada e ágil do que em treinamentos presenciais. Plataformas virtuais permitem não apenas que os alunos realizem seus cursos, mas também que os tutores possam gerenciar aspectos logísticos e didáticos dos treinamentos, realizando um acompanhamento individual ou por turmas.

Mito 6: A EAD requer uma infra-estrutura própria e muito cara.

O e-learning pode e deve ser desenvolvido de acordo com a infra-estrutura disponível, adequando-se à realidade do usuário em termos de hardware e conexão.

Mito 7: O ensino a distância é muito impessoal e não considera as características individuais que podem ser ‘percebidas’ pelo professor em uma sala de aula tradicional.

Com o avanço da tecnologia e a grande variedade de serviços web disponíveis, é cada vez mais fácil oferecer recursos que atendam às restrições e afinidades de cada usuário. Podcasts, wikis, webtvs, fóruns, conteúdos multimídia, games, chats, micro-bloggins, realidade aumentada, redes de relacionamento são apenas alguns exemplos de como a tecnologia oferece ao usuário a oportunidade de escolher o recurso de acordo com o seu perfil. O e-learning traz ainda uma dimensão social on-line, por meio de chats e fóruns que promovem o contato entre seus usuários, assim como por intermédio do acompanhamento de monitores durante o processo de aprendizagem.

Mito 8: Apenas adolescentes ficam tanto tempo na web. Os adultos, profissionais e estudantes, não têm esse hábito, sobretudo para aprender.

Um profissional com aproximadamente 30 anos, provavelmente descobriu a internet ainda na faculdade. E hoje, passa, em casa, um tempo maior no computador do que na frente da TV (os brasileiros são os maiores usuários com média de 23 horas por semana, sendo que 85% deles acessam redes sociais e quase todos assistem a vídeos online e muitos usam o telefone celular não apenas para fazer ligações, mas também para receber notícias, atualizar seus blogs e usar outros serviços da rede). Isso quer dizer que é um público apto a receber um treinamento online. E cabe às empresas oferecer um ambiente de trabalho motivador, criando experiências que necessariamente precisam passar pelo online, uma vez que seus colaboradores estão acostumados a esse universo fora do trabalho.

Mito 9: Produzir conteúdo para e-learning demanda investimentos superiores.

Este talvez seja o mito que necessite maior explicação, já que realmente foi verdade há algum tempo atrás, por duas razões. A primeira é que quando o e-learning começou a ser mais amplamente utilizado, não havia por parte das empresas contratantes e tampouco dos fornecedores uma preocupação em adaptar o conteúdo para um novo estilo de aprendizagem, apenas transferindo o conteúdo impresso para a tela do computador. Obviamente, os resultados não eram satisfatórios e o investimento acabava realmente com uma relação custo X benefício menos interessante que nos treinamentos presenciais. A segunda e mais importante razão continua a ser realidade em algumas instituições ainda hoje: a produção de conteúdos difíceis de serem atualizados e que somente se aplicam a um tipo de mídia. Isso faz com que a cada mudança ou atualização no conteúdo, seja necessário praticamente refazê-lo, gerando um novo custo. Ou que para aplicação em mídias diferentes (como gravação em webcd ou acesso via celular, por exemplo), o cliente seja obrigado a contratar um novo serviço para refazer o mesmo curso, em outra versão. Mas isso não é mais realidade para fornecedores que trabalham com o conceito de acervo de conteúdos multimídia. Por meio de plataformas de produção de conteúdo como o SCENARI, é possível criar acervos digitais que permitem até ao próprio cliente realizar suas atualizações.

 

Mito 10?: O e-learning pode substituir o presencial? Esse é o mito clássico que ronda o ensino a distância.

O e-learning e o ensino presencial são complementares. Ocorre que, cada vez mais, o e-learning tende a substituir o presencial quando o deslocamento dos participantes ou dos instrutores não é viável e o assunto permite ser discutido a distância. Para estes casos, sim, o e-learning está assumindo o lugar do ensino em sala de aula. Porém, nem todos os temas permitem ser 100% tratados a distância. O desenvolvimento de habilidades com forte componente humano (relacionamento interpessoal, por exemplo) vão continuar demandando que o treinamento seja realizado presencialmente. Mas isso não impede que parte dele seja feita online.

 

FONTE: Ministério da Educação